30/06/2010
Os habitantes da Selvagem Pequena
Diana Catarino
Para além das aves marinhas, das lagartixas e das osgas, outros dois habitantes estão em permanência nas Ilhas Selvagens, tanto na Grande como na Pequena. Neste caso, na Selvagem Pequena, estão Ricardo Cabral e Sandro Correia, dois dos vigilantes do Parque Natural da Madeira.
No meio da ilha de 22 hectares, está uma cabana de madeira. Ao lado, a bandeira portuguesa e um dos quatro painéis solares da zona, os únicos indícios de civilização, por estas bandas. O sossego e o convívio directo com a natureza são as principais razões que os levam a querer permanecer por cá.

Sandro Correia, por exemplo, já trabalha na ilha há nove anos: "Trabalhar aqui é uma satisfação, porque é das poucas ilhas no mundo que se conserva em estado natural", defende.

Os inconvenientes, dizem, passam pelas saudades da família, apesar de já estarem habituados a estar longos períodos longe de tudo. "É uma questão de hábito", desdramatiza Ricardo Cabral, encolhendo os ombros.

O dia-a-dia, aqui, passa devagar, entre as tarefas de vigia e as outras que são comuns a qualquer outra habitação. E a verdade é que há bastantes pescadores e caçadores furtivos a tentar desembarcar na ilha, o que torna o trabalho dos vigias tão importante.