 Pintainho, cagarra, alma-negra e calca-mar. Entre Lisboa e as Ilhas Selvagens, são estas as principais espécies que se avistam da proa do Creoula. Fique a conhecê-las. |
Pintainho – Puffinus assimilis
É uma versão mais pequena do fura-bucho do Atlântico, apresentando uma coloração muito escura nas partes superiores e branca nas partes inferiores. Além de ser mais pequeno, tem asas mais curtas e largas, com pontas mais arredondadas. Mantém, geralmente, a cabeça bem erguida, levantando-a ocasionalmente durante o voo. Ocasionalmente, paira acima da superfície da água, com as asas abertas e as patas suspensas, para apanhar os alimentos.
Cagarra – Calonectris diomedea
Reproduz-se em colónias, em tocas de ilhas rochosas ou em costas com precipícios, no Mediterrâneo e Este Atlântico. Muitas vezes avistam-se a partir de terra, em bandos pequenos e dispersos em busca de alimento. O voo consiste em longos deslizes perto da superfície da água. As partes superiores do corpo são cinzentas acastanhadas e têm um bico amarelo rosado pálido, mais escuro junto à ponta.
Alma-negra – Bulweria bulwerii
Reproduz-se em colónias, nas ilhas do Atlântico. Na área, reproduz-se sobretudo na Madeira, embora alguns o façam nas ilhas Canárias entre Junho e Outubro. Regressa às colónias à noite e alimenta-se sozinho, não formando bandos. Pardela graciosa e quase toda escura, com asas longas e estreitas e cauda longa. Desliza frequentemente de asas arqueadas.
Calca-mar – Pelagodroma marina (na foto)
Reproduz-se em grande número nas Selvagens, regressando ao ninho à noite e raramente avistado no mar. É o único painho desta região que possui coloração branca nas partes inferiores. Sobrevoa o mar, rente à água, com asas rigidamente riscadas, dando um impulso com as pernas longas, na superfície, para ganhar altitude. |