01/06/2011
Iscos Envenenados
Projecto contra as práticas ilegais
Está a decorrer um projecto LIFE+, «Acções Inovadoras contra o uso ilegal de venenos em áreas piloto mediterrânicas da EU», que visa avaliar e difundir a eficiência de acções inovadoras contra o uso ilegal de iscos envenenados a ser implementadas em oito áreas piloto na Andaluzia, Grécia continental, Creta e Portugal.
Proteger espécies em Perigo

O projecto [«Acções Inovadoras contra o uso ilegal de venenos em áreas piloto mediterrânicas da EU»] concentra-se no combate ao uso ilegal de iscos envenenados em 8 áreas piloto mediterrânicas, onde o uso ilegal de venenos está a afectar espécies em perigo como o Abutre negro, o Quebra ossos, a Águia imperial Ibérica, o Lobo, o Urso entre outras.
Este projecto é liderado pela Fundação Gypaetus. Em Portugal conta com os parceiros portugueses QUERCUS e o CEAI - Centro de Estudos da Avifauna Ibérica. Na Grécia os parceiros são a associação grega Arcturos e o Museu de História Natural de Creta.
O projecto tem um orçamento global de 5,660,886€ dos quais 75% co-financiados pela EU. O projecto conta também como cofinanciadores com a Consejería de Medio Ambiente da Junta da Andaluzia, a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e o Ministério do Ambiente Grego.

Áreas piloto em Portugal

Este projecto esta a ser desenvolvido em oito áreas piloto. Em Portugal o projecto está a ser desenvolvido em duas áreas, uma em Castelo Branco, no Parque Natural do Tejo Internacional, Erges e Ponsul e outra na ZPE de Moura-Mourão-Barrancos. Este projecto está enquadrado no âmbito de actuação do Programa Antídoto e irá contribuir significativamente para a implementação da estratégia nacional de combate ao uso ilegal de venenos.

O objectivo principal do projecto é avaliar e disseminar a eficácia de várias acções inovadoras baseadas em compromissos voluntários com os principais núcleos rurais relacionados com o combate ao uso ilegal de iscos envenenados (municípios, caçadores, criadores de gado, etc.). Graças ao carácter demonstrativo das acções previstas, é esperado que melhore significativamente as estratégias anti-envenenamento ilegais e que assim diminua a perda de biodiversidade relacionada com esta prática negligente ao nível da EU.

Outro dos objectivos do projecto é calcular objectivamente, por um lado, as acções mais eficazes para combater o envenenamento ilegal em cada contexto - incluindo os factores que o influenciam e, por outro lado, a evolução real desta ameaça ao longo do desenvolvimento do projecto em cada área piloto.

Utilização ilegal de iscos envenenados
O uso ilegal de iscos envenenados é a principal causa de morte não natural para várias espécies em perigo de extinção a nível europeu, tais como a Águia imperial Ibérica, o Abutre Negro, o Quebra Ossos, entre outros, e é uma das causas principais de morte não natural para outras espécies em perigo como o Lobo ou o Urso.


Uso ilegal de iscos envenenados

Os tóxicos são uma ameaça à Saúde Pública e à Biodiversidade. O uso ilegal de iscos envenenados e a falta de controlo sobre a venda e a utilização de muitas substâncias tóxicas comercializadas legalmente no mercado são duas situações com sérias repercussões na fauna, em particular nas espécies silvestres, muitas delas seriamente ameaçadas por este problema.

Para fazer frente a este problema, foi constituída uma plataforma de várias organizações públicas e privadas portuguesas, denominada Programa Antídoto – Portugal.
O Programa Antídoto – Portugal é uma plataforma contra o uso ilegal de venenos, constituída por várias entidades públicas e privadas portuguesas e que teve início oficial a 4 de Março de 2004. Este programa pretende combater as diversas formas de utilização indevida de substâncias tóxicas e contribuir para um melhor conhecimento sobre as consequências que essas práticas representam para a fauna silvestre.
Para mais informações: www.antidoto-portugal.org.

O que fazer?
No caso de encontrar um animal com suspeita de envenenamento, deve contactar imediatamente as autoridades:

  • SEPNA/GNR Central (Lisboa): 21 750 30 80 / csepna@gnr.pt
  • SOS Ambiente: 808 200 520

QUERCUS (Samuel Infante, Núcleo Regional de Castelo Branco da Quercus)

Legenda de imagens:
Apresentação - Abutre preto envenenado
Conjunto (da esq.) – Grifos e abutre preto mortos por veneno | Grifos envenenados | Devolução à natureza de um abutre preto envenenado depois do tratamento num centro de recuperação de fauna da Quercus | Devolução à natureza de um abutre preto | GNR SEPNA na recolha de abutre envenenado