Quem utiliza o Metro na cidade de Lisboa pode estar tudo menos satisfeito. O tempo de espera (longo), o desconforto nas carruagens, cheias até ao último centímetro quadrado disponível, o aumento dos preços do bilhete (2,5 euros uma viagem ida e volta), as escadas rolantes que teimam em não funcionar (curiosamente, no dia de greve geral de 22 de Março, com a estação Baixa-Chiado encerrada, ouviam-se as passadeiras em funcionamento...). O que se passa com a qualidade do serviço do Metropolitano de Lisboa, que ainda ontem se gabou da redução de custos de mais de quatro milhões de euros ao ano? Entretanto, enquanto os preços sobem e a qualidade do serviço desce, as queixas acumulam-se por essa internet fora,
há abaixo-assinados e comentários na página de Facebook da empresa. No primeiro single do último disco de Sérgio Godinho ouve-se: “Adivinhar o futuro é muito duro, é muito duro / sai sempre o cálculo furado”. Mas podemos arriscar a previsão. Já há demasiados carros a circular em Lisboa (com todos os problemas de saúde, de stress, económicos, que daí advêm). Se os transportes públicos deixam de cumprir o seu serviço, temos uma cidade de “acesso bloqueado”.