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24/06/2010
O homem contra a máquina: ROV Luso ficou no fundo do mar
Diana Catarino
Há vezes em que, na luta entre o homem e a máquina, a máquina leva a melhor. Neste caso, a operação de mergulho do ROV Luso vai ter de ser suspensa por três dias, enquanto a equipa do NRP Gago Coutinho volta ao Funchal para substituir a peça que o mar levou, no primeiro mergulho depois de três dias de testes.
A equipa do ROV é grande e é liderada por um escocês perito na tecnologia dos ROV, um aparelho extremamente sensível e caro e que necessita de muitas horas de dedicação. Primeiro, são ligados os estabilizadores do NRP Gago Coutinho. Depois, começa a operação de mergulho do ROV Luso, que leva a câmara de alta definição para que os cientistas possam acompanhar os trabalhos.

Cada mergulho de ROV demora pelo menos cinco horas, já que o aparelho desce a uma velocidade de dez metros por minuto. O objectivo, no mar das Selvagens, é recolher imagens até aos 2000 metros de profundidade. Aqui, o ROV foi até aos 300 metros.

Dentro do navio, estão dois investigadores que identificam o que aparece na imagem do ROV: um pertence ao Centro de Ciência do Mar (CCMar) e outro à Universidade da Madeira. Juntos, identificam as amostras e pedem aos operadores do aparelho que as tentem recolher, tarefa que nem sempre é fácil devido às características do fundo e à intensidade da corrente.

O ROV Luso viu esponjas, corais e duas espécies de peixe e recolheu alguns exemplares. A próxima tarefa dos investigadores passa por tirar as amostras que o aparelho recolheu e catalogá-las. Com a ajuda de uma máquina fotográfica, de um microscópio e de pinças, as amostras vão sendo separadas. No final, todas serão distribuídas por centros de investigação que irão trabalhar em parceria com a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC).

A impossibilidade técnica de recolher algumas amostras e o facto de o cabo ter ficado preso nas rochas foram alguns dos percalços da operação. Com o ROV fora de água, o impensável aconteceu. A base que suporta os sinalizadores partiu e um deles perdeu-se no oceano, a 615 metros de profundidade, fazendo com que os trabalhos tenham de ser suspensos, pelo menos por três dias. As operações de recuperação do aparelho afundado devem começar no dia 3 de Julho.
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