Estebaliz Berecibar, coordenadora da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), é a responsável pelo M@rbis no Creoula, sendo que um outro colega da EMEPC está no intertidal, ou seja, entre as marés.
No Gago Coutinho está a maioria do material utilizado na expedição, nomeadamente os ROV, enquanto o Creoula leva material de mergulho e de catalogação. As Selvagens foram divididas em sectores, para que possam ser estudadas o melhor possível: há uma equipa em terra, que vai estudar as aves, outra equipa vai trabalhar entre as marés, fazendo levantamentos e raspagens do biótopo. No subtidal está o grupo de mergulho, que realiza levantamentos, raspagens e recolha de espécimes nos biótopos.
Onde os mergulhadores não chegam, vão os ROV: o mais pequeno alcança os 30 metros, o médio chega até aos 100 e o ROV Luso, o maior, trabalha até aos mil metros, sendo que a sua capacidade é de seis mil.
“Houve uma série de reuniões no sentido de preparar um protocolo para que seja possível uniformizar ao máximo o processo de catalogação das amostras. É importante que as pessoas trabalhem da mesma forma durante os processos”, defende Estebaliz Berecibar, lembrando que o planeamento é fundamental.
Para uma investigação o mais apurada possível, as amostras são catalogadas e a informação é inserida no M@arbis, obedecendo a uma série de critérios. “O ideal seria que ao final do dia a informação recolhida estivesse toda carregada no sistema”, remata a responsável. |