DIÁRIO DE BORDO
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15/06/2010
No Creoula também se recicla
Diana Catarino
Se o seu argumento para não fazer separação de resíduos é a falta de espaço, desengane-se: aqui, a bordo do Creoula, também se recicla. A questão é tão mais importante quanto os dias de missão, neste caso 23, o que faz com que o navio se possa transformar num atento caos, já que os resíduos terão de ser mantidos a bordo.
O primeiro-sargento T.F. Paulino é dispenseiro do Creoula, também responsável pelas práticas de separação dos resíduos a bordo. Num cantinho da cozinha estão os caixotes que albergam os resíduos: os orgânicos, que são deitados ao mar, o plástico e o metal, cujo volume é reduzido através de um compactador, o vidro, que também é separado e o cartão, que é compactado manualmente.

"Não é fácil gerir o lixo de 40 pessoas, mais a mais quando falamos de uma missão que durará 23 dias. Ainda não se fez, neste navio, tantos dias seguidos no mar, não vai ser muito fácil", admite o responsável.

Fazer o mínimo de lixo possível é a palavra de ordem, até porque a guarnição não quer ter de racionar, por exemplo, os toalhetes de papel que são utilizados como toalha de refeição. De qualquer modo, o vidro é a maior preocupação, já que a falta de um triturador a bordo faz com que o volume seja bastante significativo.
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