 Apesar das nuvens, dizem, o mar está bom para navegar. E é bom que assim se mantenha, já que as Selvagens estão a 30 horas de distância. No arranque oficial da expedição, organizada pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), a partida está marcada para as onze da noite e o dia foi passado entre cerimónias oficiais e num entra e sai dos navios. |
Estou sentada no convés do Creoula a observar a tripulação. Fardas brancas e azuis organizam-se subtilmente nas tarefas que lhes são designadas, e os marinheiros não sabem o que hão-de fazer ao tempo que falta para a partida.
Fora dos navios, do porto, é tempo de cortar a fita a uma viagem apelidada já como a maior expedição de sempre, sendo que dos 70 investigadores, contam-se pelos dedos os que não são portugueses. "Este é um momento histórico para a conservação da natureza", sublinhou o governante regional detentor da pasta do Ambiente, a quem coube a tarefa de fazer de anfitrião ao secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Marcos Perestrello e ao secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, que lembrou a dimensão estratégica potencial que a biodiversidade tem para Portugal, com o importante contributo científico esperado depois destes 23 dias no mar. |