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04/04/2011
European Green City Index
30 cidades europeias à lupa

No final de 2009, a Economist Intelligence Unit, em cooperação com a Siemens, realizou um estudo para avaliar o desempenho ambiental das 30 principais cidades europeias, o European Green City Index. Para a classificação foram ponderados 30 indicadores agrupados em 8 categorias ambientais – do consumo de água e da governança ambiental à gestão de resíduos e emissões de gases com efeito de estufa. Conheça o estudo e compare as 5 cidades que se destacaram pela positiva.

Sobre o European Green City Index

O European Green City Index (Índice das Cidades Europeias Verdes) analisa e classifica o desempenho ambiental das 30 principais cidades - capitais políticas ou comerciais - de 30 países europeus. Este estudo, leva em conta 30 indicadores classificados em 8 grandes categorias (ver caixa de texto), aos quais e atribuída uma pontuação transparente, coerente e replicável, de forma a poder quantificar e listar as cidades num ranking, entendível quer por decisores políticos e especialistas, quer pelo cidadão comum.

O estudo surgiu da necessidade de analisar as cidades europeias uma vez que, por acolherem 72% da população do continente (dados das Nações Unidas), contribuem para o consumo de grandes quantidades de energia, solo, matérias-primas, água, …
Embora não seja pioneiro na comparação do desempenho ambiental das cidades, nem queira substituir ou suplantar outros já realizados (por exemplo o European Green Capital Award), o European Green City Index pretende fornecer informação com uma nova abrangência e perspectiva, de forma a poder apoiar as cidades europeias na sua luta contra as alterações climáticas e outros desafios ambientais. Para tal foi desenvolvida uma metodologia inovadora que contou com o contributo de vários especialistas em sustentabilidade urbana e o próprio estudo foi desenvolvido de forma independente, ou seja, não resultou do contributo voluntário das próprias autarquias.
Além da pontuação atribuída, que permite comparar as cidades no global e dentro de cada categoria, o European Green City Index agrupa e compara as cidades por outros critérios não ambientais (região, rendimento, habitantes, etc.) e fornece informações adicionais que explicam não só os desafios, pontos fortes e fraquezas de cada cidade, mas que também destacam as melhores práticas emergentes e as ideias inovadoras a seguir.

Resultados gerais

Muitas das 30 cidades analisadas já possuem compromissos claros para a melhoria do seu desempenho ambiental e redução dos seus impactos no ambiente, como é a adesão ao Pacto de Autarcas (iniciativa da Comissão Europeia que visa o compromisso autárquico para a redução das emissões de carbono em pelo menos 20% até 2020).
Naturalmente que os compromissos e o desempenho ambientais variam de cidade para cidade, mas há tendências animadoras que indicam o rumo que as cidades querem e estão a seguir. Por exemplo, quase todas as 30 cidades abrangidas pelo estudo possuíam menos emissões de CO2 per capita do que a média geral da UE27. A consciência dos cidadãos para a protecção ambiental e a legislação europeia nas matérias do ambiente são os grandes impulsionadores do aumento destas políticas e compromissos "verdes".
Não obstante, há ainda problemas que abundam na Europa ambientalmente consciente:

  • Em média, um em cada três habitantes desloca-se me viatura própria, contribuindo para o aumento das emissões de CO2 e diminuição da qualidade do ar;
  • Apenas 7,3% da energia consumida provém de fontes renováveis (valor ainda muito longe da meta dos 20% até 2020);
  • Quase 1 em cada 4 litros de água consumida é perdida através de fugas;
  • Menos de 20% do total de resíduos produzidos são encaminhados para reciclar.


No geral são as cidades do norte da Europa que dominam em quase todas as categorias do European Green City Index. Os dados mostram que há uma forte correlação entre a riqueza do país e a classificação no topo do ranking (9 das 10 cidades mais bem classificadas têm um PIB per capita - medido em paridade de poder de compra - superior a 31 000€). Mais fundos significam mais investimentos em infra-estruturas e em consultoria para poder implementar as medidas preconizadas no entanto, em algumas categorias não implica contudo uma boa classificação – Berlim é classificada em 1.º lugar na categoria Edificios mas apenas ocupa o 8.º lugar na categoria Qualidade do Ar, que é liderada por Vilnius.

Entre as cidades com PIB per capita menor que 21 000€, Vilnius é também é a que mais se destaca, embora esteja na 13.ª posição do ranking, seguida por Riga (15.ª posição). Todas as outras cidades do leste da Europa estão no fim da tabela, devido à negligência ambiental ocorrida durante as décadas do período comunista, o desemprego e o crecimento económico em curso, embora muitas já possuam ideias inovadoras em áreas ambientais específicas.
 
O estudo não mostra correlação eviedente entre a performance ambiental e o tamanho da cidade. As cidades menores (menos de 1 milhão de habitantes) são as que mais se destacam (fisicamente é mais fácil a mobilidade urbana em bicicleta ou a pé, por exemplo) mas há também maiores (mais de 3 milhões de habitantes) no grupo da frente do European Green City Index, uma vez que a dificuldade do tamanho é superada pela riqueza e experiência adquirida.

As cidades mais bem classificadas

No total das 30 cidades europeias analisadas, Copenhaga é a que mais se destaca no European Green City Index com um total de 87,31 pontos (em 100). Para tal, conta com a pontuação máxima atribuída à categoria governança ambiental e a presença no top 5 das cidades com melhor performance nas categorias CO2 (4.º), energia (2.º), edifícios (4.º), transportes (3.º), água (5.º) e qualidade do ar (5.º).


European Green City Index
global
(dados: European Green City Index):

PosiçãoCidadePontuação
1.Copenhaga87,31
2.Estocolmo86,65
3.Oslo83,98
4.Viena83,34
5.Amesterdão83,03
6.Zurique82,31
7.Helsínquia79,29
8.Berlim79,01
9.Bruxelas78,01
10.Paris73,21
11.Londres71,56
12.Madrid67,08
13.Vílnius62,77
14.Roma62,58
15.Riga59,57
16.Varsóvia59,04
17.Budapeste57,55
18.Lisboa57,25
19.Liubliana56,39
20.Bratislava56,09
21.Dublin53,98
22.Atenas53,09
23.Talin52,98
24.Praga49,78
25.Istambul45,20
26.Zagreb42,36
27.Belgrado40,03
28.Bucareste39,14
29.Sofia36,85
30.Kiev32,33

Top 5 do European Green City Index por categoria (dados: European Green City Index):

CO2

Posição

Cidade

Pontuação

1.Oslo9,58
2.Estocolmo8,99
3.Zurique8,48
4.Copenhaga8,35
5.Bruxelas 8,32

Energia

Posição

Cidade

Pontuação

1.Oslo8,71
2.Copenhaga8,69
3.Viena7,76
4.Estocolmo7,61
5.Amesterdão7,08

Edifícios

Posição

Cidade

Pontuação

1.Berlim9,44
1.Estocolmo9,44
3.Oslo9,22
4.Copenhaga9,17
5.Helsínquia9,11

Transportes

Posição

Cidade

Pontuação

1.Estocolmo8,81
2.Amesterdão8,44
3.Copenhaga8,29
4.Viena8,00
5.Oslo7,92

Água

Posição

Cidade

Pontuação

1.Amesterdão9,21
2.Viena9,13
3.Berlim9,12
4.Bruxelas9,05
5.Copenhaga8,88
5.Zurique8,88

Resíduos e Uso do Solo

Posição

Cidade

Pontuação

1.Amesterdão8,89
2.Zurique8,82
3.Helsínquia8,69
4.Berlim8,63
5.Viena8,60

Qualidade do Ar

Posição

Cidade

Pontuação

1.Vílnius9,37
2.Estocolmo9,35
3.Helsínquia8,84
4.Dublin8,62
5.Copenhaga8,43

Governança Ambiental

Posição

Cidade

Pontuação

1.Bruxelas10,00
1.Copenhaga10,00
1.Helsínquia10,00
1.Estocolmo10,00
5.Oslo9,67

Categorias e indicadores do European Green City Index
CO2
  • Emissões de CO2
  • Intensidade CO2
  • Estratégia para a redução de CO2

Energia

  • Consumo de energia
  • Intensidade energética
  • Consumo de energia proveniente de fontes renováveis
  • Politicas para a eficiência energética e para o consumo de energias “limpas”

Edifícios

  • Consumo doméstico de energia
  • Normas para a eficiência energética dos edifícios
  • Iniciativas para a promoção da eficiência energética

Transportes

  • Uso de transporte "não-carro" (deslocação em transportes públicos, em bicicleta ou a pé)
  • Dimensão da rede de transportes "não-carro"
  • Promoção da mobilidade "verde"
  • Politicas para a diminuição do tráfego rodoviário

Água

  • Consumo de água
  • Perdas de água
  • Tratamento de águas residuais
  • Politicas para a eficiência e tratamento de água

Resíduos e Uso do Solo

  • Produção de resíduos sólidos urbanos
  • Taxa de reciclagem
  • Politicas para a redução da produção de resíduos
  • Políticas de urbanismo e uso sustentável do solo

Qualidade do Ar

  • Dióxido de azoto (NO2)
  • Ozono (O3)
  • Partículas
  • Dióxido de enxofre (SO2)
  • Políticas para a promoção da qualidade do ar ("Ar Limpo")

Governança Ambiental

  • Plano de acção ambiental
  • Gestão ambiental
  • Participação publica nas politicas ambientais

• Água
• Ambiente
• Biodiversidade e paisagem
• Construção e arquitectura
• Energia
• Resíduos
• Sustentabilidade
• Ciência
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