| 08/11/2010 | | | Estações da Biodiversidade | | | Caça ao "tesouro" com mapa | | | | |  | 2010 foi declarado pelas Nações Unidas como o do Ano Internacional da Biodiversidade e em todo o mundo a data está a ser assinalada com um conjunto de iniciativas que visam realçar a importância da biodiversidade para a sustentabilidade do planeta e o papel das sociedades humanas na sua preservação de forma a travar a sua perda. Entre as iniciativas portuguesas, denominadas Bioeventos 2010, destacamos as Estações da Biodiversidade, percursos públicos sinalizados que lhe notam a riqueza biológica que vai encontrar. | | | | | | | Estações da Biodiversidade | As Estações da Biodiversidade são percursos públicos, com uma extensão máxima de 3 km, sinalizados no terreno através de painéis informativos sobre a riqueza biológica a observar pelos visitantes. Cada estação localiza-se num local de elevada riqueza específica e paisagística, representativa dos habitats característicos da área. A rede das estações da biodiversidade é actualmente constituída por 32 estações espalhadas por Portugal Continental, 21 da responsabilidade dos municípios onde se inserem e 11 da responsabilidade da Bioeventos. À excepção do Parque Biológico de Vinhais e da Herdade dos Cadouços (Abrantes), já inauguradas, as restantes Estações da Biodiversidade encontram-se em fase de instalação, prevendo-se a inauguração ainda este ano das Estações de Tôr (Loulé), Cabo Sardão (Odemira), Fluviário de Mora, Montejunto (Cadaval), Dornes (Ferreira do Zêzere), Linhares da Beira (Celorico da Beira), Praia da Memória (Matosinhos), Parque Verde (Baião). | | | Também pode contribuir |  A par da visita em contacto com a natureza e do conhecimento adquirido sobre a biodiversidade, o objectivo das Estações da Biodiversidade passa também por fomentar o contributo dos visitantes através do convite ao registo das suas observações. Desta forma será possível que cada um de nos possa participar activamente no conhecimento e divulgação da biodiversidade nacional.
Ao abrigo da parceria existente entre o BioEventos e o projecto BioDiversity4All - Biodiversidade para todos, que está a criar uma base de dados online sobre a Biodiversidade em Portugal, todas as estações estarão marcadas no mapa do BioDiversity4All.org e terão a sua página própria, podendo os utilizadores inserir as suas observações de espécies nas áreas das Estações da Biodiversidade, consultar os percursos, ver a lista de espécies do local, entre outras informações. | | | Parque Biológico de Vinhais, uma Estação da Biodiversidade que já pode visitar |  Inserido no Parque Natural de Montesinho, o Parque Biológico de Vinhais possui uma Estação da Biodiversidade já inaugurada.
O percurso devidamente sinalizado percorre grande parte do Parque Biológico e prolonga-se até ao Alto da Cidadelha (já no exterior), permitindo aos visitantes conhecer um pouco melhor a colecção de animais e plantas que ali se podem observar.
São oito os biospots (locais) que compõe a Estação da Biodiversidade, que vão desde as lagoas e charcas onde proliferam rãs, aves, libélulas, libelinhas e borboletas, aos caminhos e paisagens rurais onde é provável cruzar com burros, vacas mirandesas, porcos bísaros, galináceos e cães de gado transmontanos, terminando no Alto da Cidadelha, um miradouro a mais de mil metros de altitude, onde é possível observar a paisagem natural e a vila de Vinhais ao longe. Aberto até às 10 da noite, é possível também observar a fauna nocturna como o corço, os gamos, os javalis ou aves de rapina, confortavelmente instalado numa cadeira de descanso existente no abrigo-reservatório junto ao lago. O Parque Biológico de Vinhais é considerado uma das estações de biodiversidade mais importantes do país pelo número de espécies existentes naquele habitat, que conta, por exemplo, com mais de 90 por cento das espécies de borboletas existentes no país e uma das maiores manchas de carvalhal negral da Europa, e pela conservação da biodiversidade que mantém praticamente inalterável desde a Idade Média. Não sendo um local estático, antes pleno de vida, a aposta da direcção do Parque é aumentar a colecção de espécies, através da criação de um pequeno jardim de plantas aromáticas autóctones (já realizado) e de um parque micológico com centro explicativo que mostre aos visitantes a grande variedade de cogumelos existentes na região. Os visitantes provenientes de outros locais podem pernoitar na vila de Vinhais, a 2km, num dos quatro bungalows, na casa do guarda ou na Hospedaria do Parque Biológico. A criação da Estação da Biodiversidade resultou de um protocolo entre a empresa municipal Turimontesinho, entidade gestora do Parque Biológico de Vinhais, a Tagis e o Museu de História Natural (um dos promotores do BioEventos2010) e foi apresentada ao público no dia 22 de Maio, dia da Biodiversidade. | | | | | | | | | | | | | | |
| | Biodiversidade
De acordo com a definição presente na Convenção para a Diversidade Biológica, biodiversidade é a variabilidade de organismos vivos, o que inclui a diversidade dentro de uma espécie, entre espécies e dos ecossistemas. A palavra teve origem na contracção da expressão “diversidade biológica” e foi usado pela primeira vez em 1986, durante o National Forum on Biological Diversity realizado em Washington D.C. (EUA). O conceito popularizou-se e actualmente é universalmente utilizado por cientistas e pelo público em geral. O papel que a biodiversidade desempenha no meio natural é imensurável. Desde a reciclagem do carbono, à assimilação de resíduos, fertilização dos solos, polinização e dispersão de sementes, regulação do clima, produção de alimentos e outros recursos, são vários os “serviços prestados” aos ecossistemas e ao Homem. Para além destes, a sua importância reside também no futuro desconhecido e no papel que a informação genética das espécies conhecidas e desconhecidas poderão vir a desempenhar. Convenção para a Diversidade Biológica (CBD)
A Convenção para a Diversidade Biológica é uma iniciativa das Nações Unidas que foi subscrita por 191 países, entre os quais Portugal. Tem como principais objectivos a conservação da biodiversidade, o uso sustentável dos seus componentes e a partilha justa dos benefícios que advêm da utilização dos seus recursos genéticos.
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