| 21/05/2010 | InovCity | Redes inteligentes de energia | | | |  Recentemente, a cidade de Évora tornou-se a primeira InovCity portuguesa, dando o arranque ao projecto de redes inteligentes de energia, um futuro próximo que visa alterar a rede energética nacional de forma a permitir uma maior interacção entre as empresas de distribuição de energia e o consumidor final e a potenciar a eficiência energética, a microprodução e a mobilidade eléctrica. | | | Projecto InovCity | O projecto InovCity, é um projecto de redes inteligentes de energia que se posiciona na linha da frente no desenvolvimento internacional. Resulta do esforço de várias empresas operadoras de redes de distribuição, entre as quais se destaca a EDP, instituições académicas, empresas industriais e empresas tecnológicas, mostrando-se fulcral para a concretização dos objectivos nacionais energéticos: mais energias renováveis, mais mobilidade eléctrica, mais segurança no abastecimento, mais eficiência operacional e mais eficiência energética para o consumidor. A arquitectura de referência definida junta consumidores, dispositivos e rede numa única infra-estrutura inteligente, através da qual é possível controlar automaticamente o estado de toda a rede, equilibrar cargas, prevenir avarias, informar os consumidores, controlar as fontes de produção de energia, diminuir custos, etc. A reacção às acções dos consumidores/produtores, como por exemplo a injecção de energia na rede ou o aumento de potência, é imediata, e é possível um fornecimento de energia contínuo mesmo em caso de avaria, através da redirecção dos fluxos de energia. Permite ainda integrar e avaliar num único local físico as iniciativas relacionadas com os novos serviços energéticos, os novos tarifários, a iluminação pública eficiente, a microprodução e os veículos eléctricos. | Redes + Inteligentes | A nova plataforma InovGrid possui equipamentos capazes de automatizar a gestão da rede, melhorar a qualidade de serviço, diminuir os custos de operação, promover a eficiência energética e potenciar a penetração das energias renováveis. Este controlo e gestão da rede de distribuição é realizado no imediato permitindo diminuir o tempo de duração de eventuais interrupções de serviço. Permite ainda aos novos operadores do mercado, disponibilizar planos de preços adaptados a cada perfil de consumo e às empresas de serviços energéticos, aceder a soluções integradas de domótica.
| | Microprodução + Inteligente | A nova rede inteligente potência o volume de energia que qualquer utilizador pode produzir em sua casa (através de painéis solares fotovoltaicos ou pequenas turbinas eólicas) e adapta as condições técnicas de exploração da rede em função dessa produção.
| | Casas + Inteligentes | A Energy Box (Terminal Inteligente de Rede) substitui os actuais contadores de electricidade que, para além de contar a energia consumida, pode também contar a energia produzida (aquela que é vendida à rede) e funcionar como gestor de energia doméstico permitindo:
- Aceder à informação sobre o consumo e, consequentemente, corrigir hábitos menos eficientes e poupar na factura mensal;
- Conhecer as horas do dia de maior consumo, e aquelas em que pode usar a electricidade a um preço menor, de modo a programar os electrodomésticos para funcionarem nesses períodos;
- Activar remotamente a alteração de tarifário e de potência contratada.
| | Mobilidade + Inteligente | A nova rede de energia potência a implementação da uma rede de pontos de abastecimento de veículos automóveis, suportando as operações de carga e descarga dos veículos eléctricos, ou seja, receber da rede a energia eléctrica quando disponível e mais barata e restituir à rede a energia eléctrica quando é mais necessária e a um preço mais rentável para o utilizador.
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| | | | | Presente e Futuro das redes de energia | Hoje em dia, a gestão da rede eléctrica é realizada apenas na produção de uma energia que é previsível e cujos fluxos seguem apenas um sentido, o da produção até à “casa” do consumidor. Nesta realidade, a relação com o consumidor é limitada, a facturação é realizada com base em leituras periódicas e estimativa, o acesso à informação do consumidor é possível através da Internet mas apenas com base na última leitura, as alterações contratuais são realizadas localmente nos imóveis, existem 3 tarifários base (simples, bi-horário e tri-horário) e há uma forte limitação tecnológica à oferta de serviços de valor acrescentado. No futuro, com a nova rede inteligente de energia, a gestão é realizada tanto na produção como no consumo, as fontes de energia são mais diversificadas e a produção variável, os fluxos de energia realizam-se nos dois sentidos e há uma forte interacção com o consumidor. Será ainda possível facturar com base nos consumos reais, aceder ao perfil do consumo não só através das Internet mas também de displays e PDA, alterar remotamente as condições de contrato, usufruir de tarifários mais flexíveis, obter informação e avisos sobre os serviços de valor acrescentado através de redes sociais e gerir esses serviços através de kits de gestão energética. | | | | | Benefícios para todos | A implementação de redes inteligentes de energia resulta em benefícios para o consumidor (que passa agora também a poder ser produtor), para o comercializador, para o distribuidor, para o mercado e para o país. Destacam-se os benefícios ao nível do aumento da eficiência operacional e energética, do aumento da qualidade de serviço, da criação de condições para a disseminação das energias renováveis e dos veículos eléctricos e do surgimento de oportunidades para que no mercado surjam novos e melhores serviços energéticos. | Maior Eficiência Operacional | - Maior controlo sobre as fontes de produção de energia
- Automação e gestão remota de equipamentos da rede
- Redução dos custos de operação e manutenção da rede
| | Melhor Qualidade de Serviço | - Capacidade para detectar situações anómalas
- Atendimento mais rápido e personalizado
- Flexibilidade e qualidade do fornecimento
- Relação mais directa entre o microprodutor o distribuidor
- Relação mais próxima entre o cliente e o comercializador
| | Maior Eficiência Energética | - Melhor controlo sobre os fluxos de energia na rede, minimizando perdas
| | Mais renováveis e veículos eléctricos | - Capacidade de aumentar a penetração de renováveis
- Generalização da microprodução
- Suporte a soluções para a mobilidade eléctrica
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| | | | | Évora, cidade pioneira | O conceito InovCity foi apresentado no dia 06 de Abril pela EDP em Évora, concelho que vai marcar o início a uma nova forma de conceber a distribuição e produção de energia. Os investimentos visam a modernização da rede de distribuição em Évora que terá impacto nos 54.000 clientes de baixa tensão (domésticos, pequeno comércio e indústria) distribuídos por todo o município. São 15M€ que em 2010 vão permitir a instalação de 31.300 Energy Boxes nas casas dos consumidores, 341 DTC (Distribution Transformer Controller) nos transformadores de potência, sistemas de informação, infra-estrutura de comunicação e sistemas de comando e controlo remoto da rede. A rede fará ainda a articulação com o Mobi-e através de 16 postos de carregamento de veículos eléctricos.
A escolha de Évora como parte do roteiro internacional das redes inteligentes de energia (SEGE – Smart Electricity Grid for Europe) resultou de uma avaliação tecnológica realizada em 2009 que considerou não só este concelho, mas também os de Viana do Castelo, Cantanhede e Lisboa. A concretização das redes inteligentes no município de Évora será uma etapa decisiva para a extensão a todos os clientes nacionais da EDP distribuição. | | | | | | | | | | | | |
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