| 27/01/2011 | | | Ecopistas | | | Mobilidade em duas rodas | | | | |  | Ecopistas (nome português para as Vias Verdes europeias) é uma marca nacional e europeia para a classificação das vias de comunicação destinadas exclusivamente às deslocações não motorizadas. Em Portugal, o Plano Nacional de Ecopistas da REFER, foi criado com vista à requalificação e reutilização das linhas e canais ferroviários sem exploração em algumas áreas do Norte, Centro e Alentejo, num esforço conseguido com a assinatura de protocolos com as autarquias locais. | | | | | | | Rede Verde Europeia | As Vias Verdes (em Portugal Ecopistas, porque o nome Via Verde já era utilizado pela Brisa), são vias de comunicação autónomas reservadas às deslocações não motorizadas, realizadas num quadro de desenvolvimento integrado, que valorize o meio ambiente e a qualidade de vida, e que cumpra as suficientes condições de largura, inclinação e qualidade de pavimentação, de forma a garantir uma utilização em convivência e segurança por parte de todos os utentes, independentemente da capacidade física dos mesmos. O conceito foi criado em 2000, no âmbito da Declaração de Lille para uma Rede Verde Europeia (European Greenway Network) e na qual, os signatários, firmaram o compromisso de trabalhar para o desenvolvimento de uma rede de Vias Verdes, de forma a contribuir para o desenvolvimento territorial sustentável, nomeadamente através da harmonização das necessidades sociais e económicas tendo em conta o potencial ecológico e cultural desses lugares. Desde essa data, muitas autoridades regionais e locais europeias integraram as Vias Verdes nos seus planos de desenvolvimento do território, dedicando uma percentagem das vias e orçamento para este fim e preservaram e reabilitaram vias de comunicação em desuso, zonas verdes e estruturas e edifícios existentes ao longo destas para albergarem serviços auxiliares. O aumento da qualidade de vida e da saúde da população ávida de espaços de lazer e de actividades acessíveis é francamente notória, assim como o impacto na socioeconomia local resultante da promoção do turismo sustentável e da conservação e valorização da paisagem, do ambiente natural e do património local. | | | Ecopistas em Portugal | Em Portugal, as vias por onde já circularam comboios, são agora espaços dedicados aos percursos de lazer, de desporto e de contacto com a natureza, a pé ou de bicicleta. Esta adaptação das vias-férreas ao cicloturismo e aos percursos pedonais, consagrada na Declaração de Lille - "a utilização dos caminhos, canais, e vias ferroviárias desactivadas, constitui um suporte privilegiado para o desenvolvimento das Vias Verdes" – resulta da integração da REFER como membro da Associação Europeia das Vias Verdes e da definição do Plano Nacional de Ecopistas (REFER, 2001). Este plano foi criado tendo em vista a requalificação e reutilização das linhas e canais ferroviários sem exploração em algumas áreas do Norte, Centro e Alentejo e a sua implementação tem sido suportada em acordos contratuais com os municípios que são atravessados por essas linhas e canais desactivados. Uma vez que as antigas vias ferroviárias percorrem, de uma forma geral, zonas rurais ou naturais com interesse paisagístico, as Ecopistas são concebidas como percursos na Natureza. Para que se distingam de outros caminhos rurais, possuem alguns elementos que identifiquem a sua função de origem como por exemplo, a utilização das antigas sulipas (travessas ferroviárias) na sinalização. | | | Para se adaptarem aos critérios da Associação Europeia das Vias Verdes, de forma a facilitar o seu acesso e a sua utilização pelo maior número de utente e para manter o seu interesse como percursos de Natureza, as Ecopistas possuem as seguintes características gerais: - Acessibilidade. Os declives inferiores a 3% não são limite à sua utilização por pessoas de todas as idades e com diferentes aptidões físicas. Por serem públicos também não há limite atendendo à situação económica dos utilizadores.
- Segurança. A interdição a veículos motorizados, os limites de velocidade para os ciclistas, a separação da via em faixas destinadas a cada tipo de utilizador e a independência em relação a outras vias de comunicação permitem que não haja risco de acidentes de tráfego. Não há risco de desabamentos ou queda de árvores devido à manutenção frequente dos percursos. Não há risco de queda de ciclistas, mesmo inexperientes, porque os declives são mínimos e porque as pontes estão protegidas com grades laterais. As regiões em que se inserem os percursos, o número de utilizadores e a presença de serviços ao longo do percurso fazem com o risco de assalto seja também reduzido.
- Comodidade. Os declives e curvas suaves, os poucos cruzamentos e obstáculos e o tipo de pavimento (piso permeável em saibro ou terra batida nos caminhos rurais e possibilidade de impermeabilização com asfalto ou betão nos troços urbanos) permitem aos utilizadores desfrutarem o percurso do património cultural, natural e paisagístico com todo o conforto.
- Facilidade. A sinalização, informação, interpretação e serviços adequados ao longo dos percursos permite a fácil utilização por todos.
| | | Para devolver aos cidadãos a oportunidade de desfrutar a natureza e revitalizar o património, a REFER pretende converter em Ecopistas os cerca de 800 quilómetros de linhas férreas desactivadas de que é proprietária, encontram-se já em funcionamento troços nas seguintes Ecopistas: - Ecopista do Rio Minho
- Ecopista de Guimarães-Fafe
- Ecopista do Ramal de Famalicão
- Ecopista da Linha do Tâmega
- Ecopista do Corgo
- Ecopista do Sabor
- Ecopista do Dão
- Ecopista do Vouga
- Ecopista do montado de Montemor-o-Novo
- Ecopista de Mora
O Plano Estratégico de Ecopistas em Portugal prevê a continuação dos troços em falta nas Ecopistas em funcionamento bem como a intenção de reconversão de troços nas antigas vias-férreas da linha do Tua (Mirandela - Bragança), linha do Douro (Pocinho – Barca D’Alva), Ramal do Montijo, Ramal de Reguengos, Ramal de Moura e Ramal de Vila Viçosa. | | | | |
| Ecopistas portuguesas em utilização |  Ecopista do Rio Minho Localização: Trajecto entre Valença e Monção Extensão prevista: 16 km Extensão actual: 13 km (entre Valença e Cortes, Monção) Fase de implementação: Parcialmente concluída Inauguração: 14 de Novembro de 2004 Descrição: No trajecto entre Valença e Monção, ladeado pelo Rio Minho, as suas ilhotas, matas ripícolas e veigas férteis, protegidas pela Rede Natura 2000, as travessas e carris do troço desactivado do Ramal de Monção deram lugar a uma película sintética por onde circulam agora bicicletas e caminheiros. Esta Ecopista não se resume ao traçado asfaltado, mas possui numerosas infra-estruturas de apoio como a antiga Casa da Vigia da Linha, em Valença, remodelada para receber o Centro de Interpretação da Ecopista; as estações e apeadeiros, transformados para acolhimento aos utentes, com casas de banho e abrigos; zonas verdes, parque de merendas e de estacionamento. Ao longo da via os painéis de interpretação e a sinalética fornecerão elementos suficientes para que os utentes da Ecopista, na ausência de guias, possam compreender os recursos culturais, naturais e paisagísticos que se lhes vão apresentando. Em 2009, este percurso conquistou o 4º lugar do Prémio Europeu das Vias Verdes na categoria de Desenvolvimento Sustentável e Turismo. Ecopista de Guimarães - Fafe Localização: Trajecto entre Guimarães e Creixomil Extensão prevista: 28 km Extensão actual: 14 km (entre Guimarães e Fafe) Fase de implementação: Parcialmente concluída Inauguração: 24 de Outubro de 1996 Descrição: Resultante do aproveitamento da antiga via-férrea que ligava Guimarães a Fafe, esta Ecopista minhota é a mais antiga Ecopista do nosso país. Foi inaugurada em 1996, com 6 km de extensão, três anos depois foi ampliada para os actuais 14,1 km. Encontra-se em projecto a duplicação da sua extensão num percurso que a vai levar até Creixomil. Ecopista do Ramal de Famalicão Localização: Trajecto entre Póvoa de Varzim e Famalicão Extensão prevista: 29,2 km Extensão actual: 10 km (entre Famalicão e Gondifelos) Fase de implementação: Parcialmente concluída. A restante extensão encontra-se em estudo / desenvolvimento Inauguração: Março de 2009 Descrição: A Ecopista resulta do trabalho de recuperação da antiga linha-férrea entre Famalicão e a cidade balnear da Póvoa de Varzim, ao abrigo de um protocolo celebrado entre a autarquia famalicense e a REFER. O percurso desenvolve-se entre a cidade de Vila Nova de Famalicão e Gondifelos, no limite do concelho. Está implantado numa zona rural e florestal, bem no coração do Verde Minho. Por entre bosques e milheirais, aldeias típicas e quintas vinícolas, o percurso oferece um excelente meio para se desfrutar da natureza da região e para a prática desportiva, num ambiente de grande beleza e tranquilidade. O restante percurso, aprovado pelo executivo municipal da Póvoa de Varzim vai incluir a iluminação em todo o traçado e a recuperação dos edifícios das antigas estações, ao longo dos 18 km que desde o centro da cidade da Póvoa até Balasar, a freguesia que faz fronteira com o município de Famalicão. Ecopista da Linha do Tâmega Localização: Trajecto entre Amarante e Arco de Baúlhe Extensão prevista: 40 km Extensão actual: 9,3 km (entre Amarante e Chapa) Fase de implementação: Parcialmente concluída. A restante extensão encontra-se em estudo / desenvolvimento Inauguração: 2010 Descrição: A Ecopista prevista para a reconversão da antiga linha do comboio do Vale do Tâmega conta com um troço em funcionamento, o troço de Amarante, e mais dois previstos, o troço de Celorico de Basto e troço de Arco de Baúlhe. A Ecopista percorre uma das mais belas linhas ferroviárias do país, permitindo um contacto directo com o património natural, as muitas aldeias que atravessa, vários elementos do património da região e o Rio Tâmega que acompanha em toda a sua extensão. Ecopista do Corgo Localização: Trajecto entre Vila Real e Chaves/ Verín (Espanha) Extensão prevista: 71 km Extensão actual: 7 km (entre Vila Pouca de Aguiar e Pedras Salgadas) Fase de implementação: Parcialmente concluída. A restante extensão encontra-se em estudo / desenvolvimento Inauguração: 16 de Agosto de 2008 Descrição: Correspondente à antiga Linha Ferroviária do Corgo, no troço entre Vila Real e Chaves, a Ecopista possui 7 km utilizáveis, entre Vila Pouca de Aguiar e Pedras Salgadas e futuramente ligará os concelhos de Vila Real, Vila Pouca de Aguiar, Chaves e Verín (Espanha). Trata-se de um percurso agradável, com grau de dificuldade fácil, paisagístico, cultural e turístico Além das aldeias, durante o percurso é possível encontrar os antigos edifícios das estações e apeadeiros, áreas de lazer, espaços verdes, bancos e candeeiros alimentados pela energia captada durante o dia por painéis solares. Ecopista do Sabor Localização: Trajecto entre Pocinho e Duas Igrejas Extensão prevista: 105 km Extensão actual: 10 km (entre Torre de Moncorvo e Larinho) Fase de implementação: Parcialmente concluída. A restante extensão encontra-se em estudo / desenvolvimento Inauguração: Julho de 2006 Descrição: Ecopista que dá a conhecer o magnífico espaço natural do nordeste transmontano na parte antiga Linha do Sabor. De momento a Ecopista está aberta entre Torre de Moncorvo e o Lugar do Carvalhal, freguesia de Larinho (10 km), prosseguindo os contactos, tendo em vista a celebração de protocolos com os restantes municípios abrangidos por esta Linha de 104 km, nomeadamente Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro e Miranda do Douro, para ligar o Pocinho (concelho de Vila Nova de Foz Côa) a Duas Igrejas (concelho de Miranda do Douro). Ecopista do Dão Localização: Trajecto entre Santa Comba Dão e Viseu Extensão prevista: 49,5 km Extensão actual: 8 km (entre Viseu e Figueiró) Fase de implementação: Parcialmente concluída. Adjudicada a empreitada para o restante percurso Inauguração: 21 de Abril de 2007 Descrição: Correspondente à antiga Linha do Dão, a Ecopista de 8 km liga o centro da cidade de Viseu a Figueiró, freguesia de Vil de Soito, passando por S. Salvador, Santarinho, Tondelinha, Orgens e S. Martinho, num percurso que tem a particularidade de estar completamente iluminado. Desde a sua inauguração, este equipamento tem-se assumido como uma excelente rota ecológica de ligação entre o meio urbano e o meio rural, mas também um excelente veículo de promoção da saúde, da prática de actividade física e de sociabilização entre os seus utentes. Para breve será feito o alargamento da Ecopista até ao concelho de Santa Comba Dão, com passagem por Tondela, perfazendo os 49,5 km do antigo Ramal do Dão. Ecopista do Vouga Localização: Trajecto entre Sernada e Viseu Extensão prevista: 78 km Extensão actual: 6 km (entre Paradela e Sever do Vouga) Fase de implementação: Parcialmente concluída. A restante extensão encontra-se em estudo / desenvolvimento Inauguração: Ainda não oi inaugurada Descrição: A Ecopista de Sever do Vouga resulta da parceria entre o Município de Sever do Vouga e a REFER para a reabilitação da antiga Linha Ferroviária do Vouga, hoje parte do Ramal de Viseu (Sernada do Vouga - Viseu). Com início no edifício da antiga Estação da Paradela, a Ecopista segue sempre paralela ao Rio Vouga e à Estrada Nacional 16 até pouco depois da foz do Rio Mau, no Lugar da Foz. O percurso consiste em asfalto pintado e conta com sinalização vertical e horizontal, para além de balizamento em zonas específicas. Ecopista do Montado de Montemor-o-Novo Localização: Trajecto entre Torre da Gadanha e Montemor-o-Novo Extensão prevista: 13 km Extensão actual: 13 km Fase de implementação: Concluída Inauguração: 8 de Março de 2009 Descrição: O antigo ramal ferroviário de Montemor-o-Novo – Torre da Gadanha, num trilho bem definido e quase sem desníveis, ganha nova vida através da Ecopista do Montado. A Ecopista do Montado é uma infra-estrutura desportiva, recreativa e de lazer que possibilita a prática de actividades ao ar livre, reconhecidas como elementos fundamentais da educação, cultura e vida social. Com este projecto, criaram-se condições para a vivência de um espaço que foi integrado em Contrato de Concessão entre a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo e a REFER. Ecopista de Mora Localização: Trajecto entre Évora e Mora Extensão prevista: 60 km Extensão actual: 20 km (entre Évora e Sempre Noiva) Fase de implementação: Parcialmente concluída. A restante extensão encontra-se em estudo / desenvolvimento Inauguração: 25 de Abril de 2005 (troço Évora e Graça de Divor) e 25 de Abril de 2006 (troço Graça de Divor e Sempre Noiva) Descrição: A Ecopista de Mora insere-se na Rede Verde Europeia do Espaço Mediterrâneo Ocidental, que se estenderá do Sul de Portugal ao Sul de Itália. Correspondente ao antigo Ramal de Mora, encontra-se já utilizável num percurso de 20 km entre Évora e Sempre Noiva, no limite do concelho de Arraiolos com Mora. Este troço da Ecopista de Mora é o resultado de uma parceria entre a REFER e as Câmaras Municipais de Évora, Arraiolos e Mora para a reconversão do Ramal Ferroviário de Mora em percursos cicláveis e pedonais, que convidam os habitantes a fazerem o percurso em contacto com a natureza. |
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