| Miguel Ángel Simón trabalha na gestão de áreas protegidas e na conservação da flora e da fauna. O lobo-ibérico e o lince-ibérico têm recolhido grande parte do seu esforço e, inclusivamente, coordena um projecto que visa a recuperação da distribuição histórica do lince em Espanha e Portugal, o Iberlince, co-financiado pela União Europeia. No passado dia 7 de Julho, o Festival Terras Sem Sombra (TSS) distinguiu o trabalho desempenhado pelo biólogo ao longo dos anos. |
O Prémio Internacional Terras Sem Sombra pretende “homenagear pessoas ou instituições que se tenham salientado, a nível internacional, nas áreas que compõem o triângulo de acção do festival”, entenda-se “Música”, “Investigação” e “Salvaguarda do Património Cultural e Conservação da Biodiversidade”. Nesta última categoria, o prémio foi entregue a Miguel Simón, pelo secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, com o propósito de “reconhecer o trabalho feito há anos pelo biólogo na Andaluzia, em prol da conservação da natureza e das espécies em vias extinção”.
Para além do projecto Iberlince, dirigiu os programas de conservação do quebra-ossos e do abutre-do-Egipto e foi co-responsável pelo programa de conservação do lobo na Andaluzia. “O diálogo com actores locais (proprietários, gestores, caçadores, associações), promovendo o envolvimento da sociedade civil tem sido uma chave para o sucesso dos projectos de conservação de espécies que promove”, lê-se no site do TSS.
O Prémio Internacional Terras Sem Sombra foi imaginado pela organização do festival, ou seja, o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja. Nesta que foi a sua segunda edição, para além de Miguel Ángel Simón, a soprano grega Dimitra Theodossiou e a investigadora portuguesa Maria Helena Mendes Pinto foram galardoadas. O biólogo junta o seu nome a esta ainda curta lista, da qual só fazia parte o oceanólogo Mário Ruivo. |