 Foram criados para deixar anotações práticas, mas rapidamente lhes trocámos as voltas. Gostamos de os colar pelas paredes com mensagens semi-poéticas. Utilizamo-los para marcar livros, matérias divididas entre amarelo canário e roxo. O Post-it, lançado em 1980 pela 3M, conhece agora, 30 anos depois, uma nova versão. A empresa começou a produzir e a comercializar os blocos de notas Post-it reciclados.
Figuram todos os anos entre os cinco itens mais vendidos nos Estados Unidos da América e Robert Thompson, professor de cultura popular da Universidade Syracuse de Nova York, chamou-lhes a “invenção perfeita”, porque nem os aparelhos electrónicos os conseguiram substituir.
Se os Post-it não vão acabar e se vendem tanto, mais vale que sejam menos danosos para o ambiente. Para isso, a 3M transformou-os em “100 por cento reciclados”, com uma “embalagem mínima e utilização limitada de tinta”. “Os Post-it reciclados são fabricados com papel onde as árvores são replantadas. Este é o compromisso que a marca assume com os seus consumidores”, garante a empresa em comunicado.
Para além disso, são produzidos com fibra de papel com certificação ambiental “Blue Angel” (utilização de papel 100 por cento recuperado).
As vantagens anunciadas pela empresa são, no mínimo, apetecíveis: “Tornam o dia-a-dia mais fácil e respeitam o meio ambiente”. |