Descrição:
No Estado Novo, o mar foi um factor essencial ao seu desígnio político primordial: a manutenção do império ultramarino. Depois de afastado esse desígnio, com o 25 de Abril e com a adesão europeia, o mar foi dispensado das grandes opções políticas e económicas nacionais. Por isso, ainda hoje somos marcados pela ideia de que o mar é sinónimo de «passado» e, assim, continuamos a virar-lhe as costas. Ora, a par da língua, o mar é um dos maiores activos que Portugal possui. Projectado sobre o oceano e prolongando-se nos seus arquipélagos atlânticos, Portugal dispõe da maior região marítima da União Europeia, 200 milhas náuticas a contar da costa e que sozinha corresponde a quase 50% de todas as outras juntas. O «mar português» é, aliás, dos mais vastos do mundo. Com a delimitação da plataforma continental, Portugal tornar-se-á em termos de jurisdição e controle dos recursos económicos do solo e sub-solo marítimos um dos maiores países do mundo, provavelmente dentro dos dez maiores.
É tempo de sabermos conjugar a economia com a nossa geografia e aproveitar os seus recursos. Através deste ensaio, procura-se evidenciar o potencial do mar para a nossa economia, dando um contributo para uma visão estratégia que os portugueses devem ter quanto ao seu futuro.
O livro está à venda nas principais livrarias e cadeias Pingo Doce, Continente e El Corte Inglês por €3,5 ou 5€ (versão capa dura).