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14/06/2010
Cidades de luz
Novos conceitos de iluminação pública
A par da iluminação das avenidas, ruas e calçadas, a iluminação urbana contribui para a identidade das cidades, permitindo a criação de ambientes e envolventes que propiciam o bem-estar, segurança e o convívio dos cidadãos durante as horas compreendidas entre o ocaso e o nascer do sol. Pensar em soluções que permitam a eficiência energética e a racionalização das despesas públicas e, ao mesmo tempo, criar emoções e fazer com que as pessoas desejem viver nas cidades, é o desafio das autarquias das modernas “cidades de luz”.
Iluminação pública e sustentabilidade
Ao longo dos tempos, a iluminação pública permitiu o usufruto das cidades e a realização de actividades durante a noite. Hoje em dia, as cidades “não dormem” e apenas imaginamos o que seria viver sob a lua e as estrelas quando nos afastamos do halo de luz emanado pelo meio urbano ou quando, por motivos técnicos, há algum corte de energia e fica tudo escuro.
A energia é pois o elemento chave e o principal impacto dos sistemas de iluminação no ambiente e no orçamento autárquico. Menos energia consumida e rendimentos superiores para uma eficaz iluminação pública são os desafios e prioridades que devem pautar as escolhas das autarquias locais.
Baixo consumo energético e respeito pelo ambiente

Existem no mercado soluções de luminárias e de lâmpadas mais duráveis e que consomem menos energia. Também a redução das matérias-primas utilizadas, a incorporação de materiais sustentáveis e recicláveis e o desenvolvimento e integração de tecnologia inteligente são aspectos de muitos sistemas de iluminação disponíveis no mercado.

No que respeita às luminárias, a optimização das ópticas e das fontes permitem a redução do consumo de energia e dos custos associados ao fornecimento e manutenção.
Por exemplo, os reflectores multi-camada de alto rendimento da luminária Falco da marca Schréder permitem alcançar coeficientes de reflexão de 95%, que aumentam a luminância até 15% em relação aos reflectores anodizados. A mesma empresa desenvolveu o sistema Sealsafe, um difusor em vidro auto-limpável, que garante a limpeza permanente do bloco óptico e, consequentemente, a conservação das performances fotométricas ao longo do tempo e a manutenção da potência instalada, que é comummente aumentada à medida que a qualidade da iluminação diminui. Luminárias mais compactas associadas a reflectores mais pequenos, menor espessura, utilização de vidro e alumínio recicláveis e a integração de tecnologia inteligente, são outros aspectos das luminárias desenvolvidas pela Schréder que permitem a economia de matérias-primas, a redução das perdas energéticas geradas pelos acessórios eléctricos e a telegestão para comando e controlo individual das luminárias à distância.

Das várias soluções de lâmpadas disponíveis, os iodetos metálicos e as fluorescentes compactas são soluções mais eficientes, comparativamente com as de sódio e de mercúrio, permitindo um menor consumo de energia e um maior rendimento.
No entanto os LED (díodos emissores de luz) mostram-se como as soluções mais fiáveis, duráveis e energeticamente eficientes. Possuem uma vida útil de 50.000 horas e consumos muito inferiores às lâmpadas, permitindo a adaptação dos candeeiros a fontes de energia renováveis. Não necessitam de componentes de ignição e funcionam em corrente contínua, evitando o “tempo de acendimento” e as perdas de potência. O número pode ser adaptado á luminária de acordo com as necessidades de iluminação.

Fontes de energias renováveis
A par da eficiência, os modernos sistemas de iluminação pública já utilizam fontes de energia renováveis, em particular, as energias solar e eólica. Estes equipamentos permitem não só a utilização em zonas afastadas das redes de electricidade, mas também, a redução das facturas energéticas da autarquia, a utilização gratuita da energia do sol e do vento e a autonomia face a cortes de serviço ou “apagões” por falha de energia.

A Eurosolutions e a Termico são dois exemplos de empresas que comercializam candeeiros solares adaptados para diversas aplicações, nomeadamente para a iluminação de pavilhões industriais, vias públicas, auto estradas, caminhos rurais, parques naturais, jardins, etc.
O painel solar é colocado no topo do poste de suporte da luminária e as baterias podem ser enterradas ou colocadas no topo. Existem vários tipos e modelos de luminárias que utilizam LEDs em número variável, de acordo com as necessidades de iluminação. Os baixos consumos de utilização associados permitem 15 a 20 horas de autonomia por dia de carga. A durabilidade dos sistemas evita ainda: a substituição das lâmpadas e os períodos de “fora de serviço” devido às lâmpadas fundidas; a telegestão, o funcionamento automático e o controlo de luminosidade; e a utilização de fontes de energia renováveis, a possibilidade de financiamento.
A UrbanGreenEnergy possui um candeeiro híbrido que utiliza energia solar e energia eólica em simultâneo. Nesta solução, o painel (ou os dois painéis), a turbina eólica e a luminária podem ser adaptadas a um poste de aço galvanizado padrão novo ou já existente. As solução standard caracterizam-se por uma turbina vertical que produz 600W de potência (ou por uma horizontal que produz 300W) e dois painéis solares capazes de gerar 80W de potência, permitindo uma autonomia de 365 noites por ano e o armazenamento em baterias para alimentar os LEDs de alta eficiência durante 5 dias sem produção de energia.
Ideias inovadoras

Os projectos de iluminação pública continuam a ser motivo de esforço por parte dos designers e empresas especialistas.
Em seguida mostramos dois conceitos inovadores e futuristas de iluminação publica que poderão muito bem tornar-se em convencionais elementos da paisagem urbana daqui a uns anos:

Um designer sul coreano, Kyung Kim Kuk, conceptualizou o Wind Lamp, um candeeiro vertical em forma de gota de água para instalar sob a ponte sobre o rio Han, de forma a potenciar a utilização das suas margens pelos habitantes de Seul. Estes candeeiros possuem um gerador de energia eólica para alimentar não só os LED do próprio sistema, mas também capaz de gerar energia suficiente para alimentar outros candeeiros de rua e elementos existentes na ponte.

O gabinete de design holandês Demakersvan utilizou como fonte de inspiração para o seu Light Wind os tradicionais mionhos do seu país. Para soluções pontuais de iluminação este candeeiro permite utilizar a brisa como fonte de energia auto-sustentável para a criação de ambientes calmos em jardins ou eventos públicos.

O reconhecimento das cidades com iluminação eficiente

Em 2009 a cidade de Berlim na Alemanha ganhou a primeira edição do Prémio Auroralia organizado pela empresa Schréder em parceria com a associação LUCI (Lighting Urban Community International). O Auroralia visa premiar três cidades que implementem sistemas de iluminação exterior que minimize a pegada ecológica de forma notável, exemplar e original.
A par de Berlim, foram agarciados com os segundo e terceiro prémios, respectivamente, o Colégio Saint-Just em Lyon, na França e a cidade Westminster, na Grã-Bretanha.

São critérios de avaliação do Auroralia o impacto ambiental, que pode ser compensado em termos de maximização dos efeitos positivos e minimização dos efeitos negativos: diminuição do consumo energético e da emissão de CO2, redução da utilização de recursos naturais ou de materiais tóxicos, da produção de resíduos, … comparativamente a uma prática comummente disseminada ou a uma situação anterior e para uma função de iluminação idêntica ou superior.

  • o carácter exemplar das medidas que estão na base do projecto para que o maior número de cidades as possam adoptar ou nelas se inspirar.
  • o carácter recorrente do impacto do projecto no ambiente.
  • a integração do projecto num plano mais amplo e coerente no decorrer do tempo e sobre todo o território abrangido, ou outros aspectos que reforcem o seu impacto.
  • a pertinência do projecto que inclui, para além do aspecto ambiental, os outros dois pólos do desenvolvimento sustentável: o humano e o económico.
  • a dimensão educativa que a cidade que se encontra na base do projecto pode proporcionar aos utilizadores da cidade, sobretudo as gerações mais novas.
  • o avanço do projecto no momento da entrega da candidatura: será dada preferência aos projectos já realizados, que já tenham produzido efeitos e cujo impacto ambiental tenha podido ser avaliados; a colocação em funcionamento da instalação deverá, de preferência, ter ocorrido em 2007, 2008 ou 2009.
  • a originalidade do conceito.
  • a qualidade do dossiê de candidatura.

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