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14/03/2012
Óleos alimentares usados
Armazenar para reciclar
Os óleos alimentares, ou óleos de fritar, são vulgarmente utilizados em casa e em estabelecimentos de restauração para a confecção dos alimentos. Depois de usados, caso não sejam devidamente armazenados e encaminhados para reciclagem, podem originar graves problemas ambientais e nos sistemas de saneamento. Por isso, nunca deve despejar o óleo pelo ralo da pia da cozinha. A boa prática é colocar o óleo que fritou aquelas batatinhas num recipiente (pode ser a própria embalagem do óleo), guardar e colocar num dos muitos contentores especiais para os acolher, com a certeza que o seu óleo vai ser devidamente reciclado.
Os oleos alimentares não originam apenas problemas de colesterol
Um litro de óleo doméstico despejado para o sistema de drenagem de águas residuais, vulgarmente conhecido por saneamento, pode contaminar um milhão de litros de água. Quantidade suficiente para a sobrevivência de uma pessoa durante 40 anos.”

Este facto chocante é apenas um dos impactes ambientais negativos associados ao despejo indevido dos vulgarmente conhecidos óleos de fritar. Através da rede de esgotos, quando lançado pela pia da cozinha ou pela sanita, ou directamente no solo e em qualquer pequeno ou grande curso de água, causam a diminuição de oxigénio presente na água e, consequentemente a degradação da qualidade do meio receptor, da fauna e flora envolventes.
Implicam ainda a proliferação de maus cheiros, o entupimento, obstrução e corrosão das canalizações e sistemas de drenagem quer do próprio edifício, quer das redes públicas de esgoto e colectores municipais, e problemas no desempenho e funcionamento das ETARs (estações de tratamento de águas residuais).
Antes e depois, as vantagens em gerir correctamente os óleos alimentares usados

Os problemas associados aos óleos alimentares, resultaram numa estratégia nacional que, basicamente permitem que este tipo de resíduos seja tratado com o direito que lhe é merecido.
De facto, as alternativas que o cidadão comum tinha disponíveis no seu dia-a-dia até meados da primeira década do século XXI (despejar pela pia, ou colocar no caixote do lixo, directamente ou, quando muito, dentro de um frasco) são hoje em dia más práticas ambientais.

No cenário actual, os óleos alimentares usados são um resíduo valorizável a partir do qual é possível produzir sabão, glicerina ou biocombustíveis (biodiesel). Ou seja, o que antes era um problema, é agora uma alternativa renovável, que permite a reutilização/valorização de resíduos, a diminuição da dependência energética de combustíveis fósseis e/ou a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa.

Armazenar, depositar e reciclar

Para que o sistema de recolha e valorização deste tipo de resíduos funcione, existe uma estratégia de responsabilidade partilhada, onde o papel do cidadão comum é essencial enquanto produtor de cerca de 62% do total de óleos alimentares usados que se produzem anualmente em Portugal.

O que deve fazer?

Depois de frio, coloque o óleo usado numa embalagem de plástico (garrafa de 1,5L ou garrafão de 5L), a qual deve fechar bem para evitar derrames a maus cheiros.
Quando esta estiver cheia, deposite-a num dos muitos oleões disponibilizados para o efeito pelas autarquias ou alguns estabelecimentos comerciais (supermercados e hipermercados da rede Continente, Pingo Doce, etc.). Na maior parte dos contentores a regra é nunca verter directamente o óleo para dentro do oleão. Deve pois, colocar dentro do oleão a embalagem com o óleo, sempre bem fechada.

Os oleões são contentores devidamente identificados e normalmente localizam-se em espaços de acesso público, como por exemplo Juntas de Freguesia, escolas, ecocentros, centros comerciais, mercados, supermercados, postos de abastecimento, instalações da autarquia, entre outros.

O que não deve fazer?

  • Verter o óleo da garrafa/garrafão para o interior do oleão
  • Derramar o óleo ou deixar garrafas/garrafões no exterior do oleão ou na sua envolvência
  • Utilizar o oleão para introduzir outro tipo de resíduos ou óleo que não o alimentar, como por exemplo o óleo de motores, fluido de travões, etc.

Nota: Convém ter em atenção que os óleos alimentares são de origem vegetal e, portanto, misturar ou colocar no oleão os óleos lubrificantes de motores (de origem mineral ou sintético) irá inviabilizar a reciclagem dos primeiros. É por esta razão que nunca deve utilizar os oleões para colocar os óleos de motores e similares. Os Ecocentros têm contentores específicos para este tipo de óleos.

O que acontece ao óleo depois de recolhido?

As embalagens e o óleo depositados no oleão, são posteriormente recolhidos e transportados para unidades onde o óleo é vertido da embalagem de plástico.
Depois seguem, separadamente, para unidades onde vão ser valorizados. As garrafas para unidades de reciclagem de plástico. Os óleos alimentares usados para unidades de valorização, onde transformados em biodiesel, sabão ou glicerina.

Grandes produtores

Os grandes produtores de óleos alimentares usados são todos os restaurantes, cantinas, hotéis, café e similares.

Se os grandes produtores, especialmente os do canal HORECA (hotéis, restaurantes e cafés) produzir menos que 1100L/dia de óleos alimentares usados, normalmente podem aderir à rede de recolha e valorização das câmaras ou dos Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos que servem a área. Estes fornecem gratuitamente bidões para armazenamento temporário dos óleos e posteriormente farão a recolha no estabelecimento.
Existem ainda empresas que facultam o equipamento de armazenamento e fazem a recolha destes resíduos. A lista das empresas autorizadas para a recolha de óleos alimentares usados junto dos grandes produtores deve ser consultada junto da autoridade nacional competente para a gestão de resíduos, a APA - Agencia Portuguesa do Ambiente ou junto da autarquia à qual pertencem.

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