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19/10/2009
Incenso natural
Aprenda a fazer em casa

Utilizado desde a Antiguidade, o incenso comprado hoje nada tem a ver com o original. As resinas e madeiras naturais foram substituídos por colas industriais e produtas tóxicos para si e para o ambiente. Os ambientadores que compra em qualquer supermercado também não são uma escolha melhor, por isso, ponha mãos à obra, liberte a criatividade e faça o seu própro incenso.

Incenso: o que é?

O incenso vem sendo utilizado desde a Antiguidade como purificador e protector espiritual. É basicamente uma mistura de ervas, madeiras e resinas às quais são adicionadas essências que, quando queimadas, libertam um agradável perfume. Existem dois tipos de incenso: combustível e não-combustível. O incenso combustível é feito com um componente que queima lentamente libertando a fragrância das essências; são normalmente apresentados em cone ou pauzinho. O incenso não-combustível não leva qualquer tipo de componente combustível e é queimado sobre um pedaço de carvão mineral.

Faça você mesmo em casa: Incenso

A escolha das essências, óleos essenciais e outros ingredientes naturais do seu incenso tem a ver com o seu gosto pessoal. Pode guiar-se pelas dicas da aromaterapia e da fitoterapia para criar as fragrâncias. Quanto melhor for a qualidade dos seus produtos, melhor será o incenso que criar.

Materiais necessários:
•  Madeiras
•  Resinas
•  Óleos essenciais
•  Goma-arábica
•  Água mineral ou destilada (ou outro líquido natural como seiva)
•  Salitre
•  Um recipiente grande para fazer a mistura da massa
•  Uma colher de pau
•  Balança de cozinha
•  Papel manteiga ou papel vegetal
•  Varetas de madeira
•  Um varal (para secar os pauzinhos de incenso)

Se escolher ervas, flores ou outros ingredientes semelhantes para fazer o seu incenso, tem primeiro que as transformar num pó fino, podendo utilizar um picador ou um pilão, peneirando-as de seguida. Pode utilizar corantes naturais para dar outro tom que deseje ao seu incenso.

Os materiais utilizados na preparação de incenso não devem ser utilizados noutras aplicações.

Procedimento:

Pasta de incenso
•  Num recipiente, dissolva a goma-arábica em água morna (ou outro líquido natural) à razão de 1/8. Retire qualquer espuma que se venha a formar;
•  Cubra o recipiente com um pano molhado e deixe a mistura repousar até engrossar. Este processo leva 1 a 2 horas. Se necessário, adicione água ou goma-arábica para afinar a consistência da mistura.

Base do incenso
•  Junte os seguintes ingredientes pela ordem e quantidade descritas, moa-os até ficar um pó fino e guarde a mistura (uma parte pode ser igual a 1 colher de chá);
   o  6 partes de madeira
   o  2 partes de resina
   o  Algumas gotas de óleos essenciais (ou outro líquido natural)
   o  3 a 5 partes da mistura de ervas, flores e outros ingredientes que desejar
•  Determine 10% do peso da mistura, com uma balança e adicione a mesma quantidade de salitre (para uma mistura de 10 g adicione 1 g de salitre);
•  Adicione a pasta à base, uma colher de chá de cada vez, até ficar uma massa húmida o suficiente para que a possa moldar com as mãos;

A massa de incenso está feita e pode ser moldada em cones e pauzinhos.

Cones
•  Seccione da massa pequenas bolas e molde-as com as mãos (em cone);
•  Disponha os cones sobre uma folha de papel manteiga ou papel vegetal e guarde-os num local quente e seco;
•  Deixe-os secar – o processo leva entre 3 a 7 dias – virando-os regularmente para não racharem.

Pauzinhos
•  Disponha uma porção de massa entre duas folhas de papel manteiga (ou vegetal) e prense-a (com um rolo de cozinha ou com a mão) até ficar bem fina;
•  Posicione uma vareta sobre a massa, enrole-a até que a camada seja duas vezes a expessura da vareta e firma-a com os dedos;
•  Coloque as varetas a secar num varal (também as pode enterrar num pouco de areia de modo a que fiquem na vertical). Este processo demora entre 3 a 7 dias.

Se, em algum ponto do processo, a massa ficar muito seca, basta misturar um pouco de pasta de incenso para que volte a ficar húmida e moldável.

Impactes ambientais e na saúde

Os ambientadores disponíveis no mercado, além de caros, estão impregnados de substâncias químicas altamente nocivas para as pessoas, os animais e o ambiente em geral. O seu fabrico e transporte têm custos elevadíssimos para o ambiente. As velas aromáticas e outros produtos feitos à base de químicos sintécticos são altamente nocivos, provocando problemas respiratórios imediatos e cancro a longo prazo.

A maioria dos incensos disponíveis no mercado é de péssima qualidade e libertam agentes químicos cancerígenos como benzeno e formol. No seu fabrico são utilizadas colas tóxicas, essências de má qualidade, entre muitos outros compostos que o consumidor não conhece por falta de regulamentação própria e o fabricante não é obrigado a descrever a composição do produto na embalagem.
É portanto importante que saiba o que está a queimar, utilizando incensos de boa qualidade, como por exemplo, o incenso indiano da Nag Champa, o incenso japonês da Nippon Kodo ou o seu incenso personalizado.

Impactes socio-económicos de uma escolha sustentável

Ao fazer o seu próprio incenso não está só a poupar dinheiro, poupa também a sua saúde e a do ambiente. Fazer incenso é um processo criativo simples e acessível que estimula a relação com os aromas, com a natureza e o espiritual. As combinações de aromas são infinitas e é muito divertido criar as fórmulas. Experimente por tentativas e aponte as receitas para depois as replicar.

Sabia que…?
•  Na Antiguidade, os incensos eram produzidos pelos sacerdotes em templos, sob rituais altamente secretos.

•  Um dos mais antigos e famosos incensos egípcios é o Khyphi. Este era composto por 16 ingredientes: mel, vinho, passas, junco doce, resina, mirra, olíbano, séseli, cálamo, betume, labaça, thryon, as duas espécies de arcouthelds, caramum e raiz de Íris. Durante a colecta da resina de olíbano, os homens deviam abster-se de relações sexuais e do contacto com a morte.

•  O incenso de olíbano é considerado da mais alta qualidade e é feito com a resina de olíbano, uma espécie de árvore cultivada no sul da península Arábica e na Somália, em África.

•  No Japão, o Koh (o incenso de alta qualidade) é apreciado numa cerimónia própria, o Koh-Do. A madeira utilizada na cerimónia é chamada, em japonês, Jinkô (Aquilaria agallocha), uma das mais raras e preciosas madeiras do mundo. A apreciação das diferenças subtis das fragrâncias de Jinkô implica um método de aprendizagem. O critério de classificação que constitui as bases de apreciação do Koh é chamado Rikkoku-Gomi. Este refere-se a seis países antigos do Sudeste Asiático, de onde as madeiras são originárias, e aos cinco elementos utilizados para descrever os seus sabores (picante, doce, azedo, amargo, salgado). Um pedaço de madeira pode gerar mais que uma fragrância quando queimada e, para realmente apreciar o Koh, tem que ser capaz de distinguir as diferenças entre cada uma.
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