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Grupo Andanças
30/07/2010
“No Andanças não há copos de plástico, quem quer beber aluga uma caneca”
Carlos Teixeira Gonçalves
É Verão e também decidimos relaxar. A secção “Pessoa em Acção” sempre fez entrevistas individuais, mas Graça Gonçalves, do Festival Andanças (2 a 8 de Agosto, em São Pedro do Sul) trocou-nos as voltas. “Gostávamos de perguntar se é possível alterar um pouco o que sugerem. Em vez de 'Pessoa em Acção' ser, desta vez, 'Grupo em Acção', porque no caso muito concreto do Andanças a parte mais ambiental do festival não se deve a uma única pessoa, mas a um pequeno grupo de pessoas...”. O Planetazul disse que sim e este é o somatório das respostas de Ana Martins, Graça Gonçalves, Manuela Pires da Fonseca e Rui Leal. O primeiro “Grupo em Acção”. Tão em grupo que nem conseguiram apontar qual deles o mais ambientalista.
Como surgiram as preocupações ambientais no Festival Andanças?

O Andanças foi sempre organizado por pessoas que se sentem em sintonia com a Natureza. Desde que se sedentarizou (Carvalhais, 3.ª edição) passou a incluir iniciativas que procuravam a consciencialização individual (qualquer ajuda é importante - é exemplo disto o desconto dado a quem levasse os próprios pratos e assegurasse a sua manutenção). Mas o grande salto na redução do impacto ambiental acontece em 2005 com a criação de uma eco-equipa de voluntários com uma forte experiência profissional na área. O exemplo máximo de sucesso é a implementação da caneca reutilizável, por três razões: primeiro, por se ter transposto a última barreira de aceitação de eco-medidas questionadas pelo status quo social, segundo, por reduzir efectivamente a produção de resíduos do Festival e terceiro pela replicação (alheia a nós) da ideia em inúmeras festas e festivais pelo país fora, reduzindo exponencialmente a quantidade de resíduos produzidos durante estes eventos.

Como tem evoluído esta questão? Quais as melhorias introduzidas nesta edição?

Entre o público houve sempre quem aderisse desde o primeiro instante às iniciativas mais originais e surpreendentes (como o levar pratos para um Festival...). A maioria tem aderido pela constatação de que afinal é simples e o seu esforço tem efeitos palpáveis (muitos participantes referem o terreno limpo de copos após um concerto com milhares de participantes). Quanto à Organização, a criação de uma eco-equipa especializada terá levado a alguma guetização dos problemas e soluções ambientais, mas recentemente tem-se feito um esforço no sentido de alargar as preocupações ambientais a todas as áreas do Festival, com adesão e intervenções surpreendentes. As melhorias deste ano passam, sobretudo, pela aposta na monitorização, continuando contudo com as iniciativas ambientais dos anos anteriores e introduzindo algumas novidades, sobretudo no âmbito do consumo responsável e na preocupação dos participantes aplicarem durante todo o ano o que experimentaram no Andanças.

Que medida de prevenção ambiental destacariam?

A caneca reutilizável. No Andanças não há copos de plástico, quem quer beber aluga uma caneca, que pode ser devolvida no final. Esta foi uma das medidas do Zero Descartável (para aterro), embora haja muitas outras, contudo esta é aquela que não pode mesmo passar despercebida no Andanças.

Acreditam que a sustentabilidade do evento influencia as pessoas a ir ao festival?

As pessoas vão, porque se sentem lá bem, e as razões porque se sentem bem são variadas: esta possível relação não nos ocupa nem nos move...

Os “festivaleiros” que escolhem o Andanças têm consciência ambiental?

Muitos dos participantes do Andanças frequentam outros festivais; a maior consciência ambiental no Andanças derivará de uma cultura que se acabou por criar ali: são pensadas alternativas, é mostrado como é possível fazer diferente, a mudança é incentivada, e a “pressão local” é para “contribuir” e não para prevaricar.

No final de cada dia, o recinto fica muito maltratado?

Não, o Andanças é e sempre foi um Festival bastante limpo. Com a abolição dos copos descartáveis e a implementação de mini-ecopontos espalhados por todo o lado é muito raro ver lixo no chão... Temos o problema das beatas, por isso este ano um dos nossos lemas é - Zero Beatas no Chão, vamos espalhar mais cinzeiros (de chão e mesa) e promover os cinzeiros individuais, procurando sensibilizar o público para a resolução deste problema, no Andanças, mas também no dia-a-dia.

O vosso grupo, na vida pessoal, tem muitas preocupações com o ambiente?

Claro, nem podia ser de outro modo. Nós, como muitos outros, tentamos fazer o melhor que conseguimos, mas sabemos, tal como muitos, que não é fácil...

Quem é o mais ambientalista?

Somos todos. O grupo é feito das partes, cada uma completa as outras. O grupo naturalmente cresce, modifica-se e assimila o que defende.
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